
Tem pouca gente preocupada com a fome no mundo! A miséria é maior do que estamos acostumados a ouvir e ver. Estamos alcançando um ponto relativamente crítico nesse assunto; ponto esse que adoraríamos nos manter bem distantes. Até agora muito pouco tem sido feito para tentar mudar essa realidade.
Eu estive lendo uma matéria publicada na Folha de São Paulo
(13/03), onde o diretor Andrew Simms ressalta bem o fato de que somos instigados a consumir sempre mais, porém, as fontes estão cada vez mais secas, ou seja, vai faltar comida. Mas aí entra uma questão ainda mais latente: Em Londrina (PR), a jornalista Marian Trigueiros publicou um levantamento feito pelo Ceasa-PR, que mostra que de cerca de 1 milhão de toneladas de alimentos comercializados ali, 7,3 mil toneladas vão para o lixo, enquanto que 4,1 mil toneladas vão para o Banco de Alimentos da cidade. É de se perguntar: produz-se menos ou desperdiça-se mais?

Que resposta temos para essa incógnita? Até agora muitos não sentiram os efeitos dessa realidade porque possuem condições de manter a mesa farta. E quanto aqueles que não terão a mesma oportunidade?
Cambé, (PR) é um exemplo de boas ações que evitam o desperdício de grãos no instante da colheita. A cidade adotou alguns critérios que diminuem o desperdício.
Independente do lugar onde são encontradas essas deficiências, devemos ficar de olhos bem abertos, afinal, tem tanta gente preocupada com outros assuntos que acaba esquecendo que nas ruas e avenidas das cidades onde moram, um semelhante sente fome, e precisa ser lembrado antes de mandarmos pro lixo o que sobra do nosso prato!
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